Segundo a Matrix, não sabemos ao certo o teor de verdade das coisas que vemos ou sentimos. Mas muito além, existe um universo interligado virtualmente em que seres, energias e almas inteligentes se comunicam e se satisfazem, sendo algo concreto ou não. Na maioria das vezes não!
Assim como a internet dos anos 2000 na Terra, funciona a Rede de Personalidades Intergenética Galática. Nela, seres bizonhos se comunicam entre si.
A verdade, verdadeira deixou de ter seu estimado valor, dando lugar a verdade do sentido. Uma espécie de verdade artificial em que os indivíduos escolhem ou não se enganar, para que sempre estejam satisfeitos e felizes. Mas como em qualquer conto, não é bem assim que funcionou na prática.
Chatôlo, um macho de 120 anos do planeta Bitzônio, (equivalente a 30 anos de um humano) acessa a rede Galática para trabalhar, conversar com amigos e consequentemente acaba fazendo amizades e coletando seus contatos para as inúmeras redes sociais do universo.
Nos mensageiros instantâneos, Chatôlo têm diversos amigos virtuais, com quem sai, bebe e se diverte nos finais de semana. Chatôlo ainda faz questão da coisa física, chamada antes de real e hoje de real cru.
Num certo dia, Magnólia, amiga de Chatôlo aparece no mensageiro depois de anos, e claro que depois de terminar suas responsabilidades do dia, ele pega pra conversar com ela, e ficam horas e horas. Assunto não faltava. Isso, tornou a acontecer no dia seguinte; e seguinte; e seguinte; até levantar uma suspeita. Chatôlo pergunta: Mag. Nós ficamos horas, horas falando e não paramos, nosso assunto é infinito, é gostoso, prazeiroso demais, estou ficando receoso quanto a isso girl.
Magnólia, nativa do planeta Blush, respondia com expressão de timidêz, com bochêchas rosadas e ar de ingenuidade, aquilo o efeitiçava. Chatôlo pede pra que Magnólia desligue o transmutador de palavras, pois não queria adorar alguém porque uma máquina melhora suas frases. Mas Magnólia diz que não está com o Transmutador ligado.
Chatôlo abre um sorriso e começa a acreditar que ainda pode existir uma afinidade espontânea, sem precisar de uma máquina para acertar os ponteiros de uma conversa.
Bom. O tempo passa, Chatôlo se vê cada vez mais dependente de Magnólia. É como se precisasse de um pouco daquele bom papo, daquela boa brisa. Nos mensageiros, a beleza física, status social e todas essas diferenças, são reduzidas, não são completamente eliminadas, mas reduzidas, o que ajuda de certa forma nosso amigo Chatôlo, pois sua aparência física se assemelha a de uma bala de goma colorida. Nada muito atraente se comparado a Magnólia que esbanja beleza física. Porém, ali no mensageiro, pareciam completamente compatíveis e Chatôlo acredita nessa verdade sem saber de sua verdadosidade verdadeira.
Alguns meses depois Chatôlo no ápse do seu vício, decide ir até o Planeta Blush abraçá-la de uma maneira mais natural. Em sua cápsula, ele escolhe o método da viagem pelo nível de naturalidade, afinal, o cara é um natureba sentimental. O caminho pseudo Natural não conta com cortes extradimensionais, então, Chatôlo terá que percorrer a distância entre seus planetas fisicamente sem usar qualquer teleportador.
Em sua nave, numa sexta feira, ele aciona o turbo blaster magtrônic, e viaja a 780 milhões de km por segundo, uma velocidade razoável utilizando a viagem física. Uma hora de viagem e Chatôlo se depara com uma chuva de bocas beijoqueiras gigantes que abalam sua nave. As bocas estão batendo nas escotilhas e janelas, e Chatôlo sai de lá com sua espada de São Jorge para a batalha. Mas como as bocas são muitas, Chatôlo é atingido por umas bitocas. Todas possuem veneno entorpecente, algumas lhe deixam sorridente lhe proporcionando prazer físico, outras lhe dão um grande sentimento de irresponsábilidade, gerando um mál-estar psicológico e tristeza. Mas depois de 3 dias parado nesta galáxia, sentindo sensasões bizarras, Chatôlo as vence e continua sua maratona até o planeta Blush.
Seguindo sua viagem, Chatôlo está muito próximo de seu destino, porém na órbita da galáxia rosada chamada de Borango, ele encontra um campo de força chamado, campo da oportunidade. Algumas galáxias usam este portão pra evitar a entrada em massa de qualquer tipo de ser. Como se não bastasse viajar tantos km, e quase ter morrido na chuva de bocas, Chatôlo ainda precisava de uma oportunidade certeira. 20 dias depois, Chatôlo a vê e não deixa passar entrando na galáxia.
Enfim, Chatôlo vê o planeta Blush e quando chega em sua órbita, se depara com um Pompom gigante com cara de máu. O Pompom grita: "O que quer aqui viajante de bosta? Você parece uma bala de goma! Ha Ha Ha! Chatôlo se levanta da nave com o corpo pra fora e diz: "Eu vim ver a Magnólia!" O Pompom dá uma risada e diz: qualquer um que quiser vê-la vai ter q possuir minha permissão. Meu nome é Timidez e vou te barrar aqui!
Chatôlo não quer conversa, saca de sua espada e vai pro páu! Pompom espanca-o, seus ataques são inúteis. O Timidez é muito forte e não vai ser fácil passar. Mas Chatôlo acredita ser mais inteligente que o Pompom gigante e dá meia volta com sua nave… Num posto de conveniência galático, ele rouba todas as garrafas de drinks alcólicos possíveis. Troca as balas da metralhadora da nave por garrafas de goró e fuzila o Timidez que agora está fraco, e com um golpe certeiro de uma dose de absinto, o Pompom gigante se derrete e então finalmente Chatôlo entra no planeta.
Todo machucado, arrebentado, mas vivo, sentindo, feliz, ele encontra Magnólia e a abraça. Os dois parecem se gostar, se beijam piram, mas chatôlo estava apesar de feliz, cansado e com sede.
Após ter conseguido o que mais queria em sua vida, Chatôlo vai ao bar, comprar uma água, mas quando volta, vê a sua sonhada Magnólia, abraçando e beijando outro ser, que aproveitou a brecha deixada pela falta do gigante pompom da timidez.
Chatôlo optou pelo caminho mais doloroso, mas mais sólido e concreto possível. Não foi fácil. Conseguir ter seu objetivo nas mãos por minutos e perder em segundos. A Verdadosidade, provou pra ele que, mesmo sem usar o Transmutador de palavras, sempre acabamos por absorver a verdade que queremos e não a que é mesmo, pois essa, nem Chatôlo nem Magnólia sabem ao certo onde está. A Verdadosidade, é a diversidade de verdades que podem existir dentro de uma verdade verdadeira, tornando qualquer verdade algo duvidoso.
Chatôlo resolve parar sua nave próximo as bocas beijoqueiras da loucura e viver o resto de seus dias ali… Trabalhando de sua nave e chamando seus amigos para festas regadas a beijos entorpecidos ressaca e umas deprês pra temperar o humor. Já Magnólia, também vai se lembrar desse ser bizarramente malouco!
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