quinta-feira, 10 de março de 2011

A batata psicótica e os bixos que puxam 2003

Eu! A batata psicótika, estou entrando em sua mente e você nunca mais irá me esquecer! Ha ha ha!!!
Minha vida foi uma coisa louca, afinal eu era apenas uma batata. Eu vivia em meu arado, tinha medo das toperas, mas sabia me virar. Na verdade eu era uma das batatas que se destacavam no grupo batatal.
Me lembro de quando eu ainda era uma semente e que meus irmãos batatas, estavam tristes e eu, ainda um carocinho insignificante, perguntava aos batatoides ao meu lado, o porque dakelas caras.
__Hey batatoides? Porq vocês estam tão tristes? Meu... Eu to virando batata e to mó feliz, caramba meu, vocês deveriam comemorar...Ora!
Um batatoide disse:
__Não estamos tristes... Estamos vivendo, nossa vida é assim, nós estamos felizes.
Eu! A futura batata psicótica, não entendi mais nada! Os batatoides diziam estar felizes? Mais era estranho, eles pareciam indiferentes a tudo. Será que quando eu deixar de ser uma semente, eu serei uma batata presa?
Ah....Se achaa!!! Eu vo pirah!
Os tempos passaram, e eu ja era uma batata saudável e forte! Resolvi que deveria me soltar, sei lá... Dar um rolê em outro lugar. Tudo! Menos ficar preso à aquelas raízes!
Então eu perguntei aos batatóides se eles já tentaram sair dali e como era lá fora? Então o batatóide disse:
__Olhe batata psicótika, alguns já sairam daqui, mais sou velho e vivido e te digo que não vale apena. Você nunca estará livre! Afinal você é uma batata.
Nessa hora eu me enfureci! Como eu, o batata psicótika vou dar ouvido pra esse batatóide velho de canja? Ele num sabe de nada!
Nesse tempo, eu pensava em milhões de maneiras para me soltar das raízes, era difícil, mas eu consegui, depois de meses de sofrimento.
Eu sabia que dali dois dias, ia passar o bixo que puxa. Dava um pavor só de ver esses bichos, eles eram feios, tinham bolas na cara e um negócio que lembrava fios de milho. era todo dividido! Bem monstro!
Estes monstros vinham e diziam que precisavam de batata para um tal de McDonalds.
Nós batatas imajinavamos que esse MacDonalds, devia ser o bicho mais comilão do mundo! Uns diziam que ele era como os bixos que puxam, só que bem maior.
Nesse meu pânico, consegui sair a superfície e olhar tudo de cima! Incrível! Eles nos produziam! Meu medo cresceu tanto, tanto, tanto que sai correndo pela estrada de terra, e ia me escondendo!
O sol me matava, pois eu tava acostumado viver la debaixo da terra e lá era trankuilo!
Eu sofri! Acho que fui a batata que mais sofrii.. Andei durante dois anos sem ver nada.
Um certo dia, eu estava andando, cansado e pirado.
Eu tava loko, achava q o mundo era uma merda. Mas eu avistei bem longe, um lugar bem bonito. Meu! Muito loko, eu desacreditei.
Chegando lá eu vi a coisa mais linda. Mais apampa q eu poderia ter visto! Aquilo me deixou pasmo, e eu não conseguia parar de olhar. Era uma espécie de raíz mas com umas coisas coloridas em cima!
Tinha um cheiro muito bom e eu, me senti nada mais, q uma pobre batata, olhando akela coisa linda.
Foi quando eu avistei um bixo que puxa vindo. Esse bixo era diferente, não parecia tão agressivo, mas mesmo assim corri e me escondi sem tirar o olho dakela coisa linda.
Esse bixo que puxa, chamava akela coisa linda de flor. E quando eu ouvi isso achei a coisa mais surreal e magnífica. Flor! Que nome vida. Eu me chamava batata e ela se chamava flor!
O bixo saiu e eu cheguei perto da flor. Fikei sentindo seu xeiro e pirando, aquilo começou a me paralizar.
Eu fiquei imóvel! Os bixos que puxam, não me davam mais medo! Eu fikei lá. Akilo era muito bom. Vida!
Então eu me desliguei de tudo! De tudo mesmo!
Depois de uns dias, enfrentando sol e chuva, dia e noite no mesmo lugar, parado, sem me mover dali, sem dormir e vendo a tal da flor, aconteceu algo inesperado. Um dos bixos que puxam se aproximou.
Eu nem vi quando ele me pegou e começou a rir! Me levou para dentro de uma espécie de toca gigante.
Quando entrei lá, nas mãos do bixo, percebi que era o meu fim. Comecei a ouvir os bixos falarem do MacDonals e eu avistei um monte de irmãos batatas jogados e amontuados em coisas fundas! Todos eles sem pele.
Então o bixo arrancou MINHA pele. A dor era imensa! Tão grande, que eu chorava, chorava pelo fato de não estar mais vendo a flor!
Que coisa! Quando me jogaram nesse recipiente, encontrei o meu amigo batatóide também sem pele.
Ele me disse:
__Olhe la na frente!
Quando eu vi comecei a chorar mais. O fim era ali mesmo! Lâminas e mais lâminas, picotanto todos os batatas!
E então meu amigo batatóide falou:
__Olhe! Nosso fim é um só! Nós seremos pikotados e congelados. Viajaremos milhões de kilômetros para sermos comidos.
Mas como? Como o senhor sabe disso batatóide?
__Eu sei, pois em outra vida fui um bixo que puxa. Um humano! E sei que você quis que fosse diferente, mas o fim é um só! Não adiantou nada sua batata estúpida!
Eu chorei, mais disse a meu amigo.
__Eu tive muita vontade de viver e vivi. Você deveria ter essa vontade também. Pois você herdou dos BIXOS QUE PUXAM a pior coisa deles. A formalidade de tudo ser uma sequencia. Você herdou o mau de aceitar sua vida como ela é e não fazer nada para mudá-la!
Acabamos do mesmo jeito, eu vou morrer mais novo do que o senhor. Mas você viveu menos do que eu.
Porque um dia encontrei a flor! Que você nunca imajinou ver e também não sentiu como eu.
Estou em meus ultimos momentos de vida, escrevendo isso pra você, batata, flor ou bixo que puxa, saber um pouko mais de mim e pra que minha vida tenha sido útil pra alguma coisa! Mesmo ela sendo uma viagem do Pompz!

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